Lance decisivo aos 120 minutos garantiu a classificação belga diante de Senegal e colocou a arbitragem, comandada com auxílio do VAR brasileiro, no centro das discussões do Mundial
A classificação da Bélgica para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 foi marcada por um dos lances mais polêmicos do torneio até agora. Na reta final da prorrogação contra Senegal, um pênalti assinalado após revisão do árbitro de vídeo (VAR), comandado pelo brasileiro Rodolpho Toski Marques, definiu a vitória belga por 3 a 2 e provocou intensa repercussão entre torcedores, jogadores e comentaristas esportivos.
O confronto, disputado em Seattle, foi recheado de emoções. Senegal dominou boa parte da partida e chegou a abrir vantagem de 2 a 0, colocando a Bélgica muito perto da eliminação. A equipe europeia, porém, reagiu nos minutos finais do tempo regulamentar com gols de Romelu Lukaku e Youri Tielemans, levando a decisão para a prorrogação.
Quando tudo indicava que o duelo seria decidido nas cobranças de pênaltis, surgiu o lance que mudaria completamente a história da partida. Já aos 120 minutos da prorrogação, Tielemans caiu na área após disputa com o volante senegalês Lamine Camara. Inicialmente, o árbitro deixou o jogo seguir normalmente, entendendo que não havia infração.
Logo em seguida, porém, o árbitro de vídeo brasileiro Rodolpho Toski Marques recomendou a revisão do lance. Após analisar as imagens no monitor instalado à beira do gramado, o árbitro principal decidiu alterar sua decisão e marcou pênalti para a Bélgica. A marcação gerou protestos imediatos dos jogadores senegaleses, que cercaram a equipe de arbitragem pedindo a anulação da decisão.
Com grande responsabilidade, Tielemans assumiu a cobrança e converteu o pênalti, decretando a vitória belga por 3 a 2 e garantindo a classificação da seleção europeia para as oitavas de final da Copa do Mundo. O gol encerrou uma partida que já era considerada uma das mais emocionantes do torneio.
Nas redes sociais, a decisão rapidamente dividiu opiniões. Parte dos torcedores considerou correta a intervenção do VAR, argumentando que houve contato suficiente para caracterizar a penalidade. Outros, no entanto, classificaram a marcação como exagerada e afirmaram que um lance tão decisivo não deveria ter sido interpretado como falta. As imagens da revisão circularam amplamente, alimentando o debate sobre o uso da tecnologia em partidas eliminatórias.
O episódio também colocou novamente a arbitragem brasileira em evidência na competição. Além de Rodolpho Toski Marques na cabine do VAR, o Brasil conta com outros representantes entre os árbitros escalados pela FIFA para a Copa do Mundo de 2026, reforçando o prestígio da arbitragem nacional no cenário internacional.
Especialistas em arbitragem destacam que o protocolo do VAR prevê justamente esse tipo de intervenção quando há um possível erro claro e evidente relacionado a lances de pênalti. Após a recomendação, cabe exclusivamente ao árbitro de campo analisar as imagens e decidir se mantém ou altera sua marcação inicial. Neste caso, a decisão final foi pela confirmação da penalidade máxima.
Para Senegal, a eliminação teve sabor amargo. Depois de controlar grande parte da partida e estar muito próximo da classificação, a equipe africana sofreu a reação belga e acabou sendo derrotada no último lance do jogo. Já a Bélgica manteve viva a esperança de conquistar um título inédito e avançou para a próxima fase da competição.
Mesmo após o apito final, o lance continuou sendo um dos assuntos mais comentados da Copa do Mundo. Programas esportivos, especialistas em arbitragem e torcedores seguiram analisando quadro a quadro a jogada que definiu a classificação belga, reforçando o protagonismo que o VAR vem assumindo nas decisões mais importantes do futebol mundial.
