Apuração aponta existência de uma rede de perfis utilizada para ataques políticos; empresa investigada possui contratos de publicidade com o Estado
A Polícia Federal em Pernambuco investiga uma empresa suspeita de participar da divulgação coordenada de notícias falsas e conteúdos de ataque político na internet. A investigação também envolve contratos mantidos pela empresa com o Governo de Pernambuco.
Segundo reportagem exibida pela Record e publicada pelo R7, a estrutura investigada teria utilizado centenas de perfis em redes sociais para disseminar simultaneamente conteúdos contra adversários políticos, especialmente o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB).
A apuração cita a empresa responsável pelo site Portal de Prefeitura, que mantém uma ampla audiência nas redes sociais e, de acordo com a reportagem, estaria ligada a uma rede de outros canais digitais.
Contratos públicos
Ainda segundo a investigação jornalística, a empresa teria firmado contratos de publicidade com o Governo de Pernambuco desde 2023 e recebido mais de meio milhão de reais por serviços prestados.
A reportagem também aponta Amizadai Andrade da Silva como uma das pessoas relacionadas à estrutura investigada. Ele é funcionário da Caixa Econômica Federal e, segundo o R7, estaria cedido à Secretaria Estadual de Turismo.
O material divulgado pela reportagem afirma que Amizadai teria participado de uma reunião na qual foram discutidas estratégias de produção e disseminação de conteúdos contra adversários políticos.
Material chegou à Polícia Federal
As informações e registros relacionados às supostas articulações foram encaminhados à Polícia Federal, que passou a apurar o caso.
A investigação ocorre em um contexto de disputa eleitoral em Pernambuco, marcado pela polarização entre os principais grupos que disputam o Governo do Estado.
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco também acompanha denúncias relacionadas à criação e utilização de redes digitais para disseminação de conteúdos políticos durante o período eleitoral.
As acusações ainda estão sob investigação e eventuais responsabilidades deverão ser definidas a partir da apuração das autoridades competentes.
